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31 de jul de 2009

O REI E AS QUATROS ESPOSAS



Era uma vez um rei que tinha quatro esposas.
Ele amava a quarta esposa demais e, por isso, vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de exibí-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua segunda esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela, para atravessar esses tempos de dificuldade.
A primeira esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, consequentemente o seu reino também properava. Mas ele não a amava, mal tomava conhecimento dela, todavia ela o amava profundamente.

Um dia o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo. Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou: "É agora eu tenho quatro esposas comigo, mas quando eu morrer, eu ficarei sozinho.”
Então ele perguntou a quarta esposa: - “Querida, eu te amei tanto, ofertando de finas roupas e jóias. Nesta convivência mostrei o quanto eu a amava, cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?”

"De jeito nenhum!" respondeu a quarta esposa e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.

Tristemente, o rei então perguntou a terceira esposa: "Eu também a amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?”

"Não!", respondeu a terceira esposa. "A vida é boa demais! Quando você morrer, eu vou é casar de novo."
O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.

Ele perguntou, então, à segunda esposa: "Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?”

“Sinto muito, mas desta vez, eu não posso fazer, o que você me pede!” Respondeu a segunda esposa. O máximo que eu posso fazer é enterrar você.

Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei e ele ficou arrasado.Então uma voz se fez ouvir: "Eu partirei com você e o seguirei por onde for.”

"O rei levantou os olhos e lá estava a sua primeira esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida. Com o coração partido, o rei falou: "Eu deveria ter cuidado muito melhor de você, enquanto eu ainda podia."

Na Verdade nós todos temos quatro esposas nas nossas vidas.

Nossa quarta esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito ele nos deixará quando morrermos.

Nossa terceira esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, a nossa riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.

Nossa segunda esposa é nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.

E nossa primeira esposa é a nossa ALMA muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso ego.

Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa onde formos.

Esta é a hora de investir na alma, construindo valores, enriquecendo o caminho da sabedoria.
Cresça
Amadureça!
Floresça!

28 de jul de 2009

O SER HUMANO BRILHA



O corpo humano literalmente brilha, emitindo uma luz em quantidades e níveis muito pequenos que aumentam e diminuem no decorrer do dia, afirmam cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão em artigo publicado esta semana na revista científica Plos OnePesquisas já haviam demonstrado que o organismo emite luz visível, mil vezes menos intensa do que podemos perceber a olho nu. Na realidade, praticamente todos os seres vivos emitem uma luz muito fraca, o que se acredita ser um subproduto de reações bioquímicas envolvendo os radicais livres. Esta luz visível difere da radiação infravermelha - uma forma de luz invisível - que vem o calor do corpo.
Para saber mais sobre essa fraca emissão de luz visível, os cientistas japoneses trabalharam com câmeras extraordinariamente sensíveis, capazes de detectar um único fóton. Cinco voluntários sadios do sexo masculino foram colocados em frente das câmeras em quartos em completa escuridão com seus peitos nus. A exposição foi realizada de três em três horas durante 20 minutos - das 10 às 22 horas - por três dias.
Os cientistas descobriram que a luz emitida pelos corpos aumentou e diminuiu ao longo do dia, com a intensidade mais fraca às 10 horas e mais alta às 16 horas, caindo progressivamente depois desse horário. Estas descobertas sugerem que as emissões de luz estão ligadas ao nosso relógio biológico, provavelmente devido à forma como os nossos ritmos metabólicos flutuam ao longo do dia.
Outro fato descoberto no estudo é que o nosso rosto brilha mais do que o resto do corpo. Segundo os pesquisadores, isto pode acontecer porque o rosto normalmente é mais bronzeado que o restante do corpo - pois é mais exposto à luz solar. A melanina, pigmento da pele, tem componentes fluorescentes que poderiam reforçar essa produção de luz.
O pesquisador Hitoshi Okamura, biólogo da Universidade de Kyoto, afirma que uma vez que a produção desta fraca luz está ligada ao metabolismo do organismo, este estudo indica que câmeras que detectam essas emissões poderiam ajudar a detectar condições médicas.
"Se você puder ver essa trêmula luminosidade da superfície do corpo, você poderá ver toda a condição corporal", disse o pesquisador Masaki Kobayashi, biomédico do Instituto de Tecnologia em Sendai, no Japão, que também participou do estudo.

(Nesta ilustração, pode-se verificar que o corpo humano, especialmente o rosto, emite luz visível em pequenas quantidades que variam durante o dia)

24 de julho de 2009

Kyoto University/ Tohoku Instituto de Tecnologia/ PLoS ONE/Reprodução



Referência bibliográfica:
1.- http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/o,,0I3891438-EI238,00-Corpo+humano+brilha+dizem+cientistyas.html

16 de jul de 2009

A VOZ DO SILÊNCIO


Pior do que a voz que cala é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado

Marta Medeiros

14 de jul de 2009

POÉTICAS PARTÍCULAS LUMINOSAS


Há uma doce luz no silencio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.

Cecilia Meireles

É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca.

Dom Hélder Câmara

No dia em que o homem permitir que o verdadeiro amor apareça, as coisas que estão bem estruturadas se transformarão em confusão e irão balançar tudo aquilo que achavamos que é certo, que é verdadeiro."

Dante Aligrieri (em A Divina Comédia)

A verdadeira obra de arte é apenas uma sombra da perfeição divina.

Miguel Ângelo

A beleza é uma luz divina, um raio celestial que diviniza os próprios objectos em que fulge.

Pietro Metastásio

Quanto mais nítida se torna num espírito a consciência da sua essência divina , tanto mais se alarga a sua presença corpórea .

Huberto Rohden

O carisma é a expressão da alma. Quando a alma fala, sua essência espiritual e divina se manifesta, e a pessoa brilha, conquista, aparece. É nela que reside sua força e poder. Negá-la é preferir a obscuridade.

Zíbia Gasparetto

A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.

Aristóteles

O bom humor é a única qualidade divina do homem.

Arthur Schopenhauer

É uma perfeição absoluta, como que divina, o sabermos desfrutar lealmente do nosso ser.

Michel de Montaigne

Sou força divina e natural
Comparada ao som de um madrigal
De tudo quero, tudo sou
Sou partículas do que restou."

Daiane Rabelo


7 de jul de 2009

CANÇÃO DAS MULHERES


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco — em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro — filho, amigo, amante, marido — não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa — uma mulher. (Lya Luft)

31 de jul de 2009

O REI E AS QUATROS ESPOSAS



Era uma vez um rei que tinha quatro esposas.
Ele amava a quarta esposa demais e, por isso, vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de exibí-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua segunda esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela, para atravessar esses tempos de dificuldade.
A primeira esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, consequentemente o seu reino também properava. Mas ele não a amava, mal tomava conhecimento dela, todavia ela o amava profundamente.

Um dia o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo. Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou: "É agora eu tenho quatro esposas comigo, mas quando eu morrer, eu ficarei sozinho.”
Então ele perguntou a quarta esposa: - “Querida, eu te amei tanto, ofertando de finas roupas e jóias. Nesta convivência mostrei o quanto eu a amava, cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?”

"De jeito nenhum!" respondeu a quarta esposa e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.

Tristemente, o rei então perguntou a terceira esposa: "Eu também a amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?”

"Não!", respondeu a terceira esposa. "A vida é boa demais! Quando você morrer, eu vou é casar de novo."
O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.

Ele perguntou, então, à segunda esposa: "Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?”

“Sinto muito, mas desta vez, eu não posso fazer, o que você me pede!” Respondeu a segunda esposa. O máximo que eu posso fazer é enterrar você.

Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei e ele ficou arrasado.Então uma voz se fez ouvir: "Eu partirei com você e o seguirei por onde for.”

"O rei levantou os olhos e lá estava a sua primeira esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida. Com o coração partido, o rei falou: "Eu deveria ter cuidado muito melhor de você, enquanto eu ainda podia."

Na Verdade nós todos temos quatro esposas nas nossas vidas.

Nossa quarta esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito ele nos deixará quando morrermos.

Nossa terceira esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, a nossa riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.

Nossa segunda esposa é nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.

E nossa primeira esposa é a nossa ALMA muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso ego.

Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa onde formos.

Esta é a hora de investir na alma, construindo valores, enriquecendo o caminho da sabedoria.
Cresça
Amadureça!
Floresça!

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28 de jul de 2009

O SER HUMANO BRILHA



O corpo humano literalmente brilha, emitindo uma luz em quantidades e níveis muito pequenos que aumentam e diminuem no decorrer do dia, afirmam cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão em artigo publicado esta semana na revista científica Plos OnePesquisas já haviam demonstrado que o organismo emite luz visível, mil vezes menos intensa do que podemos perceber a olho nu. Na realidade, praticamente todos os seres vivos emitem uma luz muito fraca, o que se acredita ser um subproduto de reações bioquímicas envolvendo os radicais livres. Esta luz visível difere da radiação infravermelha - uma forma de luz invisível - que vem o calor do corpo.
Para saber mais sobre essa fraca emissão de luz visível, os cientistas japoneses trabalharam com câmeras extraordinariamente sensíveis, capazes de detectar um único fóton. Cinco voluntários sadios do sexo masculino foram colocados em frente das câmeras em quartos em completa escuridão com seus peitos nus. A exposição foi realizada de três em três horas durante 20 minutos - das 10 às 22 horas - por três dias.
Os cientistas descobriram que a luz emitida pelos corpos aumentou e diminuiu ao longo do dia, com a intensidade mais fraca às 10 horas e mais alta às 16 horas, caindo progressivamente depois desse horário. Estas descobertas sugerem que as emissões de luz estão ligadas ao nosso relógio biológico, provavelmente devido à forma como os nossos ritmos metabólicos flutuam ao longo do dia.
Outro fato descoberto no estudo é que o nosso rosto brilha mais do que o resto do corpo. Segundo os pesquisadores, isto pode acontecer porque o rosto normalmente é mais bronzeado que o restante do corpo - pois é mais exposto à luz solar. A melanina, pigmento da pele, tem componentes fluorescentes que poderiam reforçar essa produção de luz.
O pesquisador Hitoshi Okamura, biólogo da Universidade de Kyoto, afirma que uma vez que a produção desta fraca luz está ligada ao metabolismo do organismo, este estudo indica que câmeras que detectam essas emissões poderiam ajudar a detectar condições médicas.
"Se você puder ver essa trêmula luminosidade da superfície do corpo, você poderá ver toda a condição corporal", disse o pesquisador Masaki Kobayashi, biomédico do Instituto de Tecnologia em Sendai, no Japão, que também participou do estudo.

(Nesta ilustração, pode-se verificar que o corpo humano, especialmente o rosto, emite luz visível em pequenas quantidades que variam durante o dia)

24 de julho de 2009

Kyoto University/ Tohoku Instituto de Tecnologia/ PLoS ONE/Reprodução



Referência bibliográfica:
1.- http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/o,,0I3891438-EI238,00-Corpo+humano+brilha+dizem+cientistyas.html

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16 de jul de 2009

A VOZ DO SILÊNCIO


Pior do que a voz que cala é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado

Marta Medeiros

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14 de jul de 2009

POÉTICAS PARTÍCULAS LUMINOSAS


Há uma doce luz no silencio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.

Cecilia Meireles

É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca.

Dom Hélder Câmara

No dia em que o homem permitir que o verdadeiro amor apareça, as coisas que estão bem estruturadas se transformarão em confusão e irão balançar tudo aquilo que achavamos que é certo, que é verdadeiro."

Dante Aligrieri (em A Divina Comédia)

A verdadeira obra de arte é apenas uma sombra da perfeição divina.

Miguel Ângelo

A beleza é uma luz divina, um raio celestial que diviniza os próprios objectos em que fulge.

Pietro Metastásio

Quanto mais nítida se torna num espírito a consciência da sua essência divina , tanto mais se alarga a sua presença corpórea .

Huberto Rohden

O carisma é a expressão da alma. Quando a alma fala, sua essência espiritual e divina se manifesta, e a pessoa brilha, conquista, aparece. É nela que reside sua força e poder. Negá-la é preferir a obscuridade.

Zíbia Gasparetto

A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.

Aristóteles

O bom humor é a única qualidade divina do homem.

Arthur Schopenhauer

É uma perfeição absoluta, como que divina, o sabermos desfrutar lealmente do nosso ser.

Michel de Montaigne

Sou força divina e natural
Comparada ao som de um madrigal
De tudo quero, tudo sou
Sou partículas do que restou."

Daiane Rabelo


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7 de jul de 2009

CANÇÃO DAS MULHERES


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco — em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro — filho, amigo, amante, marido — não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa — uma mulher. (Lya Luft)

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